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Saúde Respiratória: cuidar dos pulmões é essencial para respirar e viver melhor

Saúde Respiratória: cuidar dos pulmões é essencial para respirar e viver melhor

Respirar acontece milhares de vezes ao longo do dia sem que seja necessário pensar nisso. Justamente por ser automático, é comum percebermos a importância da saúde respiratória somente quando alguma coisa começa a mudar.

Tosse que não passa, falta de ar em esforços que antes eram realizados normalmente, chiado no peito, cansaço, produção persistente de secreção ou infecções respiratórias recorrentes são exemplos de situações que merecem atenção.

Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes condições e não devem ser utilizados para tentar chegar a um diagnóstico por conta própria. Quando são persistentes, recorrentes, diferentes do habitual ou apresentam piora, a avaliação médica é importante para identificar a causa e definir o tratamento adequado.

O que significa ter uma boa saúde respiratória?

O sistema respiratório é responsável pela entrada de oxigênio no organismo e pela eliminação do gás carbônico. Para que esse processo aconteça adequadamente, diferentes estruturas trabalham em conjunto, entre elas nariz, garganta, traqueia, brônquios e pulmões.

Quando existe inflamação, infecção, obstrução das vias aéreas ou alteração do tecido pulmonar, respirar pode se tornar mais difícil.

As doenças respiratórias são variadas. Algumas são agudas e aparecem por um período limitado, como determinadas infecções. Outras são crônicas e precisam de acompanhamento ao longo do tempo.

Entre as doenças respiratórias crônicas mais conhecidas estão a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, DPOC. Tabagismo, exposição à fumaça de outras pessoas, poluição do ar, alérgenos e exposições ocupacionais estão entre os fatores relacionados ao desenvolvimento ou agravamento de diferentes doenças respiratórias.

Quais sintomas respiratórios merecem atenção?

É comum associar sintomas respiratórios apenas a gripes e resfriados. Mas nem sempre é assim.

Alguns dos sinais que podem justificar investigação médica são:

  • tosse persistente ou recorrente;
  • falta de ar;
  • chiado no peito;
  • aperto ou desconforto torácico;
  • cansaço desproporcional ao esforço;
  • produção frequente de catarro;
  • mudanças no volume ou aspecto da secreção;
  • episódios repetidos de infecção respiratória.

Na asma, por exemplo, tosse, chiado, falta de ar e sensação de aperto no peito estão entre as manifestações frequentes. Já na DPOC, falta de ar, tosse crônica e produção de secreção são sintomas comuns.

Sintomas semelhantes podem ocorrer em várias doenças. É por isso que tratar repetidamente apenas o sintoma sem investigar sua origem pode atrasar o diagnóstico correto.

Quando a falta de ar exige atenção imediata?

Nem toda falta de ar representa uma emergência, mas algumas situações não devem esperar por uma consulta de rotina.

Falta de ar intensa ou que surge abruptamente, principalmente quando acompanhada de dor no peito, dificuldade importante para falar ou realizar pequenos movimentos, alteração da consciência ou piora rápida, necessita de avaliação imediata.

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia orienta que mudanças importantes no padrão habitual de falta de ar também sejam valorizadas, especialmente em pessoas que já convivem com doenças respiratórias.

Nesses casos, procure atendimento de urgência.

Asma, controlar os sintomas também é proteger os pulmões

A asma é uma doença respiratória crônica caracterizada por inflamação das vias aéreas, com sintomas que podem variar de intensidade ao longo do tempo.

Embora não tenha cura, pode ser controlada. O tratamento adequado permite reduzir sintomas e o risco de crises. Medicamentos inalatórios estão entre os principais tratamentos, e a escolha depende das características e da gravidade de cada caso.

Um ponto importante é que sentir-se bem em determinado período não significa que o paciente deva interromper a medicação por conta própria.

O controle da doença deve ser acompanhado pelo médico, que poderá avaliar sintomas, frequência das crises, técnica de uso dos dispositivos inalatórios e necessidade de ajustes no tratamento.

DPOC, quando a falta de ar evolui lentamente

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, DPOC, causa obstrução persistente das vias aéreas e costuma apresentar evolução progressiva.

O tabagismo é um dos principais fatores de risco, mas exposição prolongada a poluentes, poeiras, fumaças e outros agentes também pode contribuir.

Um dos desafios é que a falta de ar pode aparecer gradualmente. Algumas pessoas passam a andar mais devagar, evitar escadas ou reduzir atividades sem perceber que estão adaptando a vida a uma limitação respiratória.

O tratamento pode incluir interrupção do tabagismo, redução da exposição a agentes nocivos, medicamentos inalados, vacinação indicada para o perfil do paciente, atividade física e reabilitação pulmonar em situações específicas.

Como o médico investiga a saúde dos pulmões?

Tudo começa pela consulta.

O médico avalia características dos sintomas, quando começaram, fatores que pioram ou melhoram, histórico de tabagismo, exposições profissionais e ambientais, doenças anteriores, medicamentos e antecedentes familiares.

Dependendo da suspeita, diferentes exames podem ser utilizados.

Entre eles estão radiografia e tomografia do tórax, exames laboratoriais e testes de função pulmonar.

A espirometria é um exame que mede aspectos do funcionamento dos pulmões. Ela tem papel importante na avaliação de doenças como asma e DPOC. No caso da DPOC, o Ministério da Saúde recomenda sua utilização diante de suspeita clínica baseada em sintomas e fatores de risco. Para asma, o diagnóstico envolve avaliação clínica e, sempre que possível, exames de função pulmonar para auxiliar na confirmação e classificação do quadro.

Isso não significa que toda pessoa com tosse precise realizar uma tomografia ou espirometria. O exame adequado depende da hipótese médica e das características de cada paciente.

E quando uma cirurgia pode fazer parte do tratamento?

Nem todo problema respiratório é tratado apenas com medicamentos.

Em determinadas doenças do tórax e dos pulmões, uma avaliação cirúrgica pode ser necessária. A Cirurgia Torácica atua no tratamento cirúrgico de diferentes alterações da caixa torácica, pulmões, pleura, mediastino e outras estruturas da região.

A indicação de cirurgia depende do diagnóstico e pode envolver desde investigação e retirada de lesões até procedimentos para tratar doenças pulmonares e torácicas específicas.

Por isso, Pneumologia e Cirurgia Torácica podem atuar de forma complementar em alguns pacientes: enquanto uma área participa da investigação e do tratamento clínico das doenças respiratórias, a outra pode ser necessária quando existe indicação de abordagem cirúrgica.

Como proteger a saúde respiratória?

Algumas atitudes têm impacto importante na prevenção e no controle de doenças respiratórias.

Não fumar

Evitar o cigarro e outras formas de exposição à fumaça do tabaco é uma das medidas mais importantes para proteger os pulmões. O tabagismo está fortemente relacionado à DPOC e também pode agravar doenças como a asma.

Para quem fuma, parar continua trazendo benefícios. A cessação do tabagismo é apontada pelo Ministério da Saúde como a intervenção mais eficaz para reduzir o risco de desenvolvimento e progressão da DPOC.

Reduzir exposição a poluentes

Poeira, fumaça, produtos químicos e poluentes ambientais ou ocupacionais podem afetar as vias respiratórias. Quando a exposição faz parte do trabalho, equipamentos de proteção e medidas de segurança devem ser utilizados conforme as características da atividade.

Manter a vacinação indicada em dia

Infecções podem causar maior impacto em pessoas com doenças respiratórias crônicas. Por isso, vacinas indicadas para a idade e para as condições de saúde de cada pessoa fazem parte da prevenção. O calendário e eventuais imunizações para grupos especiais devem ser discutidos com profissionais de saúde.

Manter acompanhamento das doenças crônicas

Asma e DPOC precisam de acompanhamento adequado mesmo nos períodos em que os sintomas parecem controlados. O objetivo não é apenas aliviar uma crise, mas reduzir sintomas, exacerbações e impacto na vida cotidiana.

Não normalizar sintomas persistentes

Talvez esse seja um dos cuidados mais importantes.

Conviver durante meses com tosse, falta de ar ou chiado não significa que esses sintomas sejam normais.

O corpo pode estar sinalizando que algo precisa ser investigado.

Quando procurar um pneumologista?

Uma avaliação com Pneumologia deve ser considerada especialmente diante de:

  • tosse persistente ou recorrente;
  • chiado frequente;
  • falta de ar durante atividades habituais;
  • piora progressiva da capacidade respiratória;
  • catarro persistente ou com mudança de padrão;
  • crises respiratórias recorrentes;
  • infecções pulmonares repetidas;
  • histórico importante de tabagismo acompanhado de sintomas;
  • necessidade de acompanhamento de asma, DPOC ou outra doença pulmonar já diagnosticada.

A consulta permite investigar a causa e determinar quais exames realmente são necessários.

Respirar bem também é qualidade de vida

Subir uma escada, caminhar, trabalhar, praticar exercícios, brincar com os filhos, dormir bem e realizar as tarefas mais simples do cotidiano dependem de uma boa capacidade respiratória.

Por isso, saúde pulmonar não deve receber atenção somente durante uma crise.

Tosse persistente, falta de ar, chiado ou outros sintomas respiratórios estão fazendo parte da sua rotina? Não normalize esses sinais. Agende sua consulta com a Pneumologia do HBPSCS para uma avaliação especializada. Quando houver indicação cirúrgica, a Cirurgia Torácica também faz parte do cuidado das doenças do tórax.

Hospital Beneficência Portuguesa de São Caetano do Sul.
O Hospital mais completo do ABC.

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